4.16.2014

Prisão craniana

Percorro círculos infindáveis nesta sala,
Envolto numa cortina de fumo que ameaça não esmorecer.
Os devaneios estão numa frenética correria contraditória,
Raros são os dias em que o conflito entre eles não se manifesta.
Ferozmente, combatem nesta prisão óssea que lhes dá sustento,
E que ameaça ceder.
Os gritos de afirmação não cessam, todos querem triunfar.
Por vezes o barulho é tão alto e caótico que anseio ser oco.
O desejo por clareza consome-me,
Caso se concretize eu não existirei mais.

Encontro-me a pedir que esta caixa craniana ceda
E dê liberdade aos soldados que me definem o ser.
Irão encontrar uma casa,
E eu terei paz.




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