3.07.2014

Outrora

Desespero por isolamento
De quatro paredes caiadas de branco
E silêncio profundo.
Quero calma, serenidade
Quero as doces palavras do nada a inundar-me.
Não quero alma,
Quero a dor do vazio a preencher-me o ser
Como se para isso fingisse jazer a sete palmos de terra.
Tudo é mundano, tudo é vil.
A existência é fardo demasiado pesado nas minhas costas.
Carrego como Atlas a terra
Braços e pernas ameaçam ceder
E deixar cair a terra que sou.
Sei que nada sei e nada saberei
Apenas peço
Dêem-me silêncio

Dêem-me calma.

2 comentários:

  1. quem quer calma quando existem ruas na mente cheias de catastrofe, ruido, poluicao? Quem deseja a calma quando as avenidas do mundo cheiram a caos e mijo? quem deseja a calma quando o extraordinário grita na tua cabeca?

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  2. caro leitor

    para quê comer chocolate quando se tem gelado? Para quê viver numa casa quando existem caixões?
    Tudo não passa de uma questão de perspectiva, opção e eventual fatalidade do destino.
    A agitação alimenta-me a alma mas falta algo caro leitor, minutos do precioso silêncio.
    Espero ter esclarecido as suas questões,

    Saudações calorosas

    Pedro

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