3.16.2014

Máscaras

Faces envoltas num manto falacioso,
Usadas por todos.
Que esconde tamanho mistério?
Tamanha ilusão?
Cicatrizes de uma vida,
Mentiras impingidas,
Aparente felicidade.
Criamos o misticismo para que tal nos cubra.
Escudos, muralhas, armas de fogo
Tudo para que não nos vejam humanos,
Quebradiços, impotentes humanos.
Pois nada mais é a essência do homem senão fragilidade pura,
Numa montanha russa de uma paragem.



2 comentários:

  1. Numa minha aula aleatória, surgiu este tópico: fragilidade humana. Onde o professor só comentou "todo o ser humano nasce cheio de vitalidade, como o bebé que nasce e grita e chora os seus pulmões fora... mas ao longo da vida, essa vitalidade diminui e no seu lugar cresce a fragilidade. contudo cabe ao ser humano não esconder essa fragilidade, pois ela é natural. o que não é natural, ou não devia ser, era deixarmo-nos possuir de tal maneira por ela ao ponto de acharmos que não somos capazes de algo, quando nem sequer tentamos" E assim é, a maioria de nós, das pessoas, cresce e vamos pondo um muro à nossa volta, cada vez mais alto, E, tijolo a tijolo, nem damos conta que quanto mais alto fica esta muralha, maior será a queda, quando nos virmos a querer sair de dentro.

    E como dizia esse mesmo professor no final da aula: "E não nos podemos esquecer... o melhor envelhecimento é feito em conjunto" :)

    Um abraço Pedro ! :D
    Continua o óptimo trabalho, e a fantástica escrita :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro leitor

      Concordo plenamente, o ser humano torna-se frágil a medida que a realidade é mais vivida, digo isto no sentido de maturação, tanto intelectual como corporal. O que temos que fazer é aproveitar a viagem desta montanha russa, vão existir problemas é certo mas que vão contribuir para o nosso desenvolvimento.

      Resta-me apenas agradecer pelo tempo que despendeu a escrever tão caloroso comentário, agradeço-lhe imenso.

      Um abraço
      Pedro

      Eliminar