2.17.2014

Terra do Nunca


A parede nua está em sintonia com o meu corpo,
Deixo que todos os pelos ericem nesta noite branca.
Estático, permaneço no meu leito.
O tudo e o nada vagueiam o meu pensamento.
Da janela vem mais um sopro de ar,
Arrepio.
De repente o tudo consome-me,
Flashes constantes afetam-me a visão,
De um filme ao qual não consigo escapar.
Sorrio,
Ludibriado pela indiferença do meu ser.
Acordo do sonho amargo e nostálgico,
Desejo que fosse real.
Deixo-me embalar,
Voltando a terra dos sonhos de onde nunca deveria ter saído.


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