2.24.2014

Vago

Sinto-me sozinho, de alma. Sozinho
Mas como não sentir se o vazio não emana senão nada?
 Perco os meus dias a tentar viver a vida de um,
Enquanto me apercebo que sou ninguém.
Ando em círculos nesta sala redonda
E tudo me parece linha recta.
Suponho que antes de um ponto de chegada deveria partir.
Cego
Procuro as janelas que me guiem pela primeira vez ao ultimo destino,
As lágrimas caem ilesas de um choro silencioso.
A existência assusta-me,
Não por findar, mas pelo que me assombra.

Talvez seja bom temer algo, ainda não estou no entorpecimento.


2 comentários:

  1. muito bom! continua a postar coisas como esta :) "A existência assusta-me,
    Não por findar, mas pelo que me assombra."

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  2. estou imensamente grato pelo elogio, muito muito obrigado

    (a minha reacção: sadfghjkhjgfdshfjghlkjmnhgdbfdfm)

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