1.06.2015

devaneios febris numa noite fria

É-de estranhar os dias em que fui inteiro.

Estranho
Ser-se peça neste jogo findável.
Vistam a máscara que vos convém.
Aquela mais tolerável.
Sejam estilhaços
Do projéctil que perfura quiçá.
Sejam.
Tao pouco interessa ser-se eu
Se são bajulados pelos rostos que vos percorrem.
É o que basta para continuar.
Desenganem-se que no final gostarão. 
Mas afinal de contas quem se importará 
Se são bocados de um todo inexistente.

Sejam.


2 comentários:

  1. «...Se são bajulados pelos rostos que vos percorrem.
    É o que basta para continuar.
    Desenganem-se que no final gostarão.»

    ...

    Não creio que baste ser bajulado por quem quer que seja. Não é possível gostar de um vazio incapaz de acolher o próprio silêncio. Não é possível ser parte de um todo inexistente!...

    No final, se calhar, a única coisa que interessa é a capacidade de ser "eu". Sem máscaras, que, essas, acabam por se gastar.

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  2. Existe sempre um caminho que ainda não enxergamos, ao virar a esquina encontramos um pouco de luz para as nossas vidas...

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